Se eu ganha-se um dólar (na atual crise de nossa moeda é melhor receber em dólar) por cada vez que ouvi as expressõs “SOU PROFISSIONAL”, “SOU COMPETENTE”, estaria milionário. De modo geral, observei que quem proferia essas palavras confundia “FAZER A MESMA COISA HÁ MUITO TEMPO” com “SER COMPETENTE E SER PROFISSIONAL”.
Entendam que a COMPETÊNCIA PROFISSIONAL compreende os CONHECIMENTOS adquiridos e as HABILIDADES desenvolvidas no decorrer da vida. Compreende a sua CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL desenvolvida na UNIVERSIDADE, pelos cursos e estágios que fez, pelos treinamentos, pelo autodidatismo, pela vivência cotidiana e também muito importante, pela troca de experiência com profissionais comprovados que tem mais tempo no mercado.
O profissional que descuida de sua qualificação e atualização perde a “ATRATIVIDADE” para o mercado. Pesquisas mostram que grande parte dos demitidos são pessoas que se ACOMODARAM em seus empregos e que não desperta atenção da organização, sendo esquecidos por elas. São pessoas honestas, trabalhadoras, mas que pararam e se desprepararam para enfrentar as novas exigências.
Para os verdadeiros profissionais, um aspecto importante é a DIVULGAÇÃO, ou seja, é necessário posicionar-se como um SOLUCIONADOR DE PROBLEMAS atuando à disposição do mercado. Saber VENDER o seu trabalho, fazer o seu marketing, absorver o papel de prestador de serviço que resolve e que fornece resultados para o tomador desse serviço – o CLIENTE.
O verdadeiro profissional precisa SABER VENDER, pois sem venda não há TROCAS, sem trocas não há SOLUÇÕES para os problemas. Na venda você oferece a sua COMPETÊNCIA, sua capacidade e sua EXPERIÊNCIA (experiência é o conhecimento colocado em prática para resolver problemas) e conseguir promover a troca de sua capacitação por trabalho, contrato ou emprego.
Já o mercado de trabalho trata da relação de troca entre os que oferecem a força de trabalho, o TRABALHADOR, e os que contratam, as EMPRESAS. É um sistema de mercado onde se negociam preços e quantidades de cada mão de obra.
Agora ter ou não ter habilidades, conhecimentos e competências pode provocar casos de desequilíbrio no mercado. O primeiro desiquilíbrio acontece quando existe um excesso de profissionais habilitados para uma determinada função. Isso mostra que o mercado está saturado, não tendo como os postos de trabalho absorverem todos os profissionais daquela área específica.
O outro caso é quando há um número elevado de vagas de emprego (o que acontece atualmente em determinados nichos de mercado), porém, não existem pessoas capacitadas e qualificadas para a função. Este é um dos casos que acontece quando a indústria progride e inova rapidamente. Os trabalhadores não conseguem acompanhar essa inovação, ficam desqualificados e são substituídos, gerando assim desemprego.
O mercado de trabalho atual está cada vez mais competitivo, exigindo que os profissionais sejam flexíveis, polivalentes, multifuncionais e que tenham o máximo de CONHECIMENTO e HABILIDADES em áreas restritas.
E o que as empresas esperam desses PROFISSIONAIS neste novo século? Engana-se quem pensou em COMPETÊNCIA ou CRIATIVIDADE. Saiba que as empresas querem é RESULTADO. Neste caso, se você não chegar a tempo, alguém o fará. O mercado pede ATITUDE. Quem chega em segundo lugar raramente é lembrado, principalmente no mundo corporativo. Esta atitude refere-se a tudo, inclusive na hora de buscar ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL. O que está em alta hoje são as competências intelectuais e comportamentais.
Entenda que o PROFISSIONAL não valerá apenas pelo que sabe, mas também pela forma como utiliza este conhecimento. Então, muito cuidado quando for propalar por ai que é UM PROFISSIONAL COMPETENTE.
EXPERIÊNCIA NÃO É O QUE ACONTECE COM VOCÊ: É O QUE VOCÊ FAZ COM O QUE ACONTECE COM VOCÊ.
Augusto Cesar tem MBA em Cerimonial, Protocolo e Etiqueta em Eventos Institucionais (www.augustolima.com.br), professor da UEPA para o curso de Secretariado Executivo Trilíngue, Chefe do Cerimonial da UFRA e Mestre de Cerimônias. CV: http://lattes.cnpq.br/4932785716921679
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