Quebrar PARADÍGMAS, fazer DIFERENTE, SURPREENDER, ENCANTAR, não ter MEDO DE ERRAR. Como o mercado vê um profissional que pensa desta forma? Que valor o mundo corporativo confere para quem tem essas características e habilidades? E o que os acadêmicos, profissionais liberais e empreendedores tem a aprender com isso?
Os acadêmicos tem a oportunidade de exercer e colocar para fora todo seu potencial criativo, ousado e “atrevido” colocando em prática os ensinamentos teóricos adquiridos em sala de aula, mas para isso, tem que “QUEBRAR” as correntes que mantém sua mente presa as rotinas das ementas e atualmente, a melhor forma de aprender é ter oportunidade de tomar iniciativa. Eles precisam ter chance de COMETER ERROS e de APRENDER COM ESSES ERROS.
E o que isso tem a ver com empreendedores e no mundo empresarial? Embora possa parecer estranho, as empresas hoje procuram contratar essencialmente o mesmo tipo de pessoa: ALGUÉM QUE TENHA INICIATIVA.
Alguém que, em uma dada situação de trabalho, age de forma independente – qualquer que seja sua formação, treinamento ou capacidade – VALE OURO. Fazer o que precisa ser feito por sua própria iniciativa é a MARCA REGISTRADA DA EXCELÊNCIA PROFISSIONAL. E isso começa nos trabalhos repassados pelos professores a seus alunos e vai até a vida fora da universidade.
Na verdade, é muito dificil uma empresa hoje em dia que possa sobreviver com colaboradores que apenas sigam ordens. O ambiente competitivo, o número de mudanças e a velocidade dos negócios na maioria dos mercados são intensos demais para os colaboradores agirem de outra forma. A empresa que espera que os funcionários façam apenas aquilo que os gestores lhes pedem é uma séria candidata a CAIR FORA DO NEGÓCIO.
A empresa o contrata para fazer um trabalho, porém, mais importante que isso, ela o contrata para VOCÊ PENSAR, usar seu dicernimento e agir segundo o INTERESSE DA EMPRESA em todos os momentos. Você tem a PERMISSÃO de agir na defesa dos interesses dela e no seu próprio. Se em qualquer momento sentir que a empresa não está fazendo a coisa certa – a coisa que você acredita que ajudaria a todos –, por favor, FALE. Você deve emitir sua OPINIÃO quando necessário e declarar o que não foi declarado, dar SUGESTÃO ou QUESTIONAR uma ação ou decisão.
Isto não quer dizer que a empresa sempre vai concordar com você, nem que mudará necessariamente o que está fazendo, mas ela vai querer saber o que você acredita e que ajudaria a atingir as metas e propósitos além de criar uma experiência de sucesso mútuo nesse processo. Agora para isso, você deverá compreender como (e por que) as coisas são feitas antes de tentar mudar o processo de trabalho existente.
Você também deve entender que toda NECESSIDADE é uma OPORTUNIDADE única. Aprenda a ver as necessidades dos seus clientes, colegas e professores e a pensar em como você poderia atendê-las. Aprenda a ver as necessidades e a considerar como elas poderiam ser resolvidas de forma criativa. Pergunte “E SE” para examinar o que pode ser feito para resolver os problemas.
Agora, você está preocupado se vai COMETER ERROS com sua atitude criativa? Eu espero que cometa e muitos! Entenda que VOCÊ pode APRENDER muito com seus erros e, se nunca cometer nenhum, é porque talvez ainda tenha muita coisa a aprender. Os erros podem ajudá-lo a se tornar mais forte e capaz de produzir mais.
E qual é o risco de TENTAR UMA COISA NOVA? Perder algum tempo, algum esforço, alguns obstáculos e possivelmente alguma rejeição. E qual é o RISCO DE NÃO TENTAR? Uma perda de potencial, para a situação, para si próprio e para sua empresa.
Todo mundo tem medo de fracassar, mas as pessoas de sucesso aprendem a transferir seus medos para as ações que irão aumentar suas chances de sucesso. Se o seu medo de cometer erros não o deixar TENTAR, APRENDER e CRESCER, em última instância você perderá de qualquer forma. Em vez de SE LAMENTAR, você pode se concentrar no que APRENDEU COM SEUS ERROS. E até mesmo nas piores situações há sempre alguma coisa positiva a aprender.
Muitas vezes é difícil perceber a força que advém do fracasso – especialmente na hora –, mas o fracasso pode tornar você mais forte, se souber aprender com ele. Aprender não significa ficar repetindo para si mesmo: “EU NUNCA MAIS VOU COMETER UM ERRO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO ACADÊMICO!” O que você deve se perguntar é o seguinte: “O QUE EU DEVO FAZER DE DIFERENTE DA PRÓXIMA VEZ?”, “QUEM EU CHAMARIA PARA ME AJUDAR?”, “QUE OUTRA ABORDAGEM TERIA ME AJUDADO A SUPERAR OS OBSTÁCULOS QUE EU ENFRENTEI?”.
Veja que não há problema em COMETER ERROS, mas é preciso APRENDER COM ELES. Pense com cuidado no que deu errado e pergunte (a si mesmo e aos seus colegas) o que você poderia ter feito de diferente para evitar o erro. Tenha um plano B, C ou D prontos caso a mesma situação ou circunstância ocorra outra vez.
Quando discutir o problema com os outros, esteja aberto para as suas sugestões e feedback. Agradeça por eles terem lhe dado de presente esse retorno. Não é preciso fazer tudo o que os outros sugerem, mas TER ALGUÉM que o ajude a avaliar e a repensar suas ações é sempre uma vantagem. Qualquer iniciativa envolve riscos e possibilidade de erro.
E finalmente, se você NUNCA comete erros, talvez não esteja APRENDENDO nem crescendo e provavelmente não realizará muita coisa na sua vida acadêmica e profissional. Pense nisso.
FAÇA SEMPRE O QUE TEM DE SER FEITO, NÃO ESPERE QUE LHE PEÇAM. QUANTO MAIS VOCÊ FAZ, MAIS CAPACIDADE TERÁ DE FAZER.
Augusto Cesar tem MBA em Cerimonial, Protocolo e Etiqueta em Eventos Institucionais (www.augustolima.com.br), professor da UEPA para o curso de Secretariado Executivo Trilíngue, Chefe do Cerimonial da UFRA e Mestre de Cerimônias. CV: http://lattes.cnpq.br/4932785716921679.
|