Em minhas atividades como consultor e assessor de eventos, já ouvi cerimonialistas argumentarem que “NÃO EXISTE PROTOCOLO EM EVENTOS SOCIAIS”, ressaltarem que “ISSO É PARA EVENTOS PÚBLICOS E NÃO PARA O SOCIAL”.
Como o assunto PROTOCOLO é muito específico e demanda experiência e o conhecimento profundo de dois Decretos, o 70.274 (que trata das Normas do Cerimonial Público e Ordem Geral de Precedência e o 5.700 (que discorre sobre o uso dos Símbolos Nacionais) coisa que a quase totalidade daqueles que exercem a atividade de CERIMONIALISTAS (com raríssimas excessões) desconhece, realmente, quando se pensa em toda pompa que reveste os eventos públicos, com presença de altas altoridades dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Militar, sem esquecer da própria Igreja, os mais importantes sendo chamados primeiro que os menos importantes, as continências aos superiores, ordem dos discursos, não dá para imaginar tudo isso também nos eventos sociais. Será? Então responda você que acha que não existe PROTOCOLO em eventos sociais:
- Levanta-se quando se recebe um brinde pessoal?
- E um brinde destinado à nossa Pátria, ao Brasil?
- E qual o momento oportuno desse brinde?
- Recebeu um presente de seu anfitrião – deve ou não abri-lo?
- E qual o momento correto para a troca de presentes – no início ou ao final da reunião?
- Qual o idioma correto para um discurso em um país estrangeiro?
- É cortesia utilizar o idioma do país visitado ou existe uma norma oficial para a comunicação?
- Quem tem a maior precedência: um padre, um bispo ou um cardeal?
- Uma autoridade pública (um governador) comparecendo a um casamento perde status e precedência?
Em todos esses casos o PROTOCOLO está inserido, entendeu? Saiba então que a vida sem regras (PROTOCOLO) seria, no mínimo, um autêntico caos. Em menor escala, esta constatação aplica-se com toda a certeza aos eventos públicos, sociais e profissionais. Na verdade, as regras - ou o PROTOCOLO - servem para poupar ao organizador de eventos (cerimonialistas) muitos problemas e constrangimentos e estabelecer um DIFERENCIAL no mercado e na mente do cliente.
E justamente para que a vida do ORGANIZADOR DE EVENTOS seja facilitada, torna-se vital que este conheça (ou contrate um profissional) as regras essenciais do PROTOCOLO, bem como a sua aplicação prática.
Entendam que PROTOCOLO implica naturalmente em CORTESIA. O PROTOCOLO não existe sem a CORTESIA, mas a CORTESIA sobrevive sem o PROTOCOLO, sendo em traços gerais a aplicação das regras da boa educação, a delicadeza, polidez e urbanidade. A sua utilização acaba por definir a fronteira entre quem é MAIS POLIDO e QUEM É MENOS, quem é mais ou menos conhecedor das regras de convivência em sociedade. Regras essas que são importantes, e não INÚTEIS (ou não aplicadas em eventos sociais, como ouvi falar), como eventualmente se possa pensar.
Pela minha experiência, as falhas mais frequentes em termos de protocolo na organização de um evento acontecem quando não há harmonia em três pilares que todo evento deve se basear: PROTOCOLO, COMUNICAÇÃO e SEGURANÇA. Quando não há coordenação entre os responsáveis por estas três áreas, a imagem projetada é um desastre. As falhas devem-se frequentemente à ausência dos chamados três “Bs” em que o PROTOCOLO deve se assentar: BOM SENSO, BOA EDUCAÇÃO E BOM GOSTO.
O PROTOCOLO não ensina apenas a melhor forma de receber uma pessoa ou estabelecer o lugar em que ela se deve sentar. Também ajuda muito quando o presidente de uma empresa quer relacionar-se adequadamente com os seus clientes, fornecedores ou colaboradores, ambicionando, sobretudo, que todos se sintam bem tratados. E isto significa dar a cada um o lugar que lhe compete, segundo as funções que exerce – “DAI A CESAR O QUE É DE CESAR”. Nisto consiste o PROTOCOLO.
E o protocolo SIMPLIFICA ou COMPLICA um evento?
De modo geral o cerimonialista associa o protocolo a grandes e solenes cerimônias, um pouco teatrais, em que pessoas muito bem vestidas e com poder instituído parecem obedecer a uma marcação preestabelecida, que evita - quando evita - atropelos, precipitações ou confusões. E o PROTOCOLO é de fato uma encenação do poder.
Mas, nos tempos atuais, o protocolo não se limita às normas escritas que regem o cerimonial do Estado. Inclui também as normas que facilitam a vida no mundo empresarial, profissional e social. Assim como a CORTESIA serve para tornar mais fácil e agradável a vida em sociedade, evitando choques, melindres e problemas, o PROTOCOLO também serve para resolver e não para criar dificuldades.
Numa época em que a IMAGEM É TUDO e em que PARECER vale por vezes mais do que SER, a importância do assunto PROTOCOLO ganha fôlego redobrado e deve merecer toda atenção daquele que organiza eventos de qualquer tipo, incluindo os de cunho social.
O cerimonialista deve saber utilizar todos os instrumentos de comunicação (evento é comunicação) ao seu alcance para passar a mensagem de um evento de sucesso e prestígio. Deve prestar atenção aos detalhes a todo o instante, pois, e isto é um lugar comum, basta um pequeno descuido para arruinar uma imagem que se demora anos para construir. Questões como o que vestir, pontualidade, cartões de visita, forma de cumprimentar, o que oferecer, entre outras, cabem no âmbito do PROTOCOLO.
Fica claro assim, que a empresa organizadora de eventos necessita de pessoas especializadas em PROTOCOLO, que saibam utilizar os seus conhecimentos como um instrumento de comunicação e agregação de valor ao serviço prestado.
PROTOCOLO TRANSMITE PODER: CONTRATE UM PROFISSIONAL PARA SEU EVENTO!
Augusto Cesar é Especialista em Cerimonial, Protocolo e Etiqueta em Eventos Institucionais (www.augustolima.com.br), professor da UEPA para o curso de Secretariado Executivo Trilíngue e Mestre de Cerimônias. CV: http://lattes.cnpq.br/4932785716921679.
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