Caíram as "barreiras" e "muros" do mundo globalizado. Hoje, fazer negócios é uma necessidade para o crescimento e progresso de uma nação. A distância não é mais uma barreira, mas o protocolo é. O que um muro não faz, uma quebra no protocolo empresarial, diplomático e público faz: acabar com uma negociação.
Um dos assuntos que não é dada a devida importância pelos dirigentes e empresariado, no Brasil, é a questão do PROTOCOLO. Mas é justamente esse ponto que pode causar sérios danos numa relação internacional. Com o mundo globalizado, as relações internacionais se desenvolvem cada vez mais e torna-se necessário o conhecimento dos hábitos e costumes dos países com os quais nos relacionamos para evitar as fatais gafes, que temos visto frequentemente e facilitar as negociações. Entretanto, não é o que acontece.
Trabalhando na área a algum tempo, tenho visto crescer muito o interesse sobre o tema, mas com uma proporção ainda desfavorável se comparado com outros assuntos de interesse nacional ou pessoal. Atualmente, os empresários desejam conhecer o protocolo - afinal, precisam se relacionar com o governo e com outros povos - mas acreditam que uma breve "pincelada" chega. Ledo engano.
E é por esse desinteresse que constatamos o início das GAFES, das "trapalhadas" nos relacionamentos, que mais poderiam ser um roteiro de filmes do estilo de "Um viajante trapalhão". Se você concorda que o protocolo é supérfluo nas relações internacionais, responda bem rápido: ao tocarem o nosso Hino Nacional, você aplaude ou não? E se for o de outro País, como proceder? Qual a postura correta? Ainda: Levanta-se quando se recebe um brinde pessoal? E destinado à nossa Pátria, ao Brasil? E qual o momento oportuno desse brinde? Recebeu um presente de seu anfitrião - deve ou não abri-lo? E qual o momento correto para o troca de presentes - no início ou ao final da reunião? Dobra-se ou não a ponta superior do cartão de visita? Recebo com uma ou com as duas mãos o cartão de visita? Coloco o mesmo direto no bolso ou em cima da mesa? Seus dados devem estar escritos em português, inglês ou no idioma do País com o qual for negociar? Qual o idioma correto para um discurso em país estrangeiro? É cortesia utilizar o idioma do país visitado ou existe uma norma oficial para a comunicação?
Somando-se a essas perguntas ficam as dúvidas sobre o uso do celular e do cigarro. A vida moderna impõe limites legais ao uso do cigarro, charuto e cachimbo e, pela omissão, acaba abrindo espaço para o celular. Quando se pode acender um e desligar o outro?
Esses são alguns itens que podem levar ao stress qualquer executivo, pelo simples desconhecimento das LEIS DO PROTOCOLO e das NORMAS DO CERIMONIAL.
A globalização faz do executivo uma pessoa integrada, participante; então é preciso respeitar sua Pátria, suas leis, seus hábitos e costumes, assim como a dos outros povos. O respeito pelas normas protocolares, regras e tradições é, sem sobra de dúvidas, fundamental ao sucesso de qualquer negociação.
PROTOCOLO NÃO É SUPÉRFLUO; é cultura, facilita a aproximação entre os povos, abre espaço para o bom relacionamento e amplia o caminho para a negociação. É preciso saber distinguir os momentos, conhecer bem a situação que se está vivenciando para não confundir simpatia com informalidade, cortesia com intimidade, o que poderá comprometer seriamente seus negócios.
E AGORA, PROTOCOLO CONTINUA SENDO SUPÉRFLUO PARA VOCÊ??
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