Estamos chegando ao segundo turno e uma figura importante sempre desponta depois da posse e investidura do presidente da República, Governador ou Prefeito e muito pouco se sabe sobre a mesma: a PRIMEIRA DAMA.
Em ano eleitoral como o atual, muitos serão os eventos e viagens de autoridades e políticos pelo país, estados e municípios. Uma pergunta habitual precisa ser urgentemente esclarecida: qual o PROTOCOLO destinado às primeiras-damas?
Termo convencionado para se designar a esposa do Prefeito, do presidente da República e dos Governadores de Estado, essas senhoras têm presença relevante em suas cidades, influindo na construção da imagem e conceito da administração dos maridos.
Mas, qual é o papel real delas perante a administração pública? A esposa do Presidente, Governador e Prefeito pode comparecer a qualquer solenidade ou cerimônia, devendo, entretanto, utilizar o bom senso para analisar cada evento e "SENTIR" a necessidade e a importância de sua presença e participação. Caso a autoridade visitante esteja acompanhada da esposa, sua presença faz-se obrigatória; com a visita desacompanhada sua presença é uma cortesia.
Nas cerimônias, principalmente as de caráter público, sociais e religiosas, que pedirem sua presença à mesa, seu lugar será sempre à ESQUERDA do presidente da República, Governador ou do Prefeito, deixando o lado direito para a autoridade de maior hierarquia ou para o anfitrião (sem esquecer de levar em consideração ao previsto no Decreto 70.274, que rege as Normas de Cerimonial Público e Ordem Geral de Precedência).
Em eventos estilo plenário, com a composição de mesa diretora, não é necessário que tenha assento, exceto se estiver ligada diretamente ao objetivo do evento, ou se ocupar algum cargo na administração, como secretária municipal ou estadual, por exemplo. Neste caso, ocupará o lugar previsto na ordem de precedência da secretaria ou ministério.
Os cumprimentos protocolares embaraçam quem não conhece as regras, acostumados com a precedência feminina determinada pela etiqueta social. E aí, fica a dúvida: quem chega cumprimenta primeiro a esposa do Prefeito ou o Prefeito? Nada disso: a autoridade é sempre cumprimentada em primeiro lugar e, em seguida, a Primeira Dama.
E os termos esposa e mulher? Quando utilizar um e outro? O Presidente, Governador e Prefeito apresenta sua mulher e cumprimenta a esposa da autoridade. Ou seja, o termo mulher designa a própria esposa: "Esta é minha mulher e aquela é a esposa do Presidente da Câmara Municipal". O protocolo das refeições segue o mesmo dos cumprimentos: a autoridade é a primeira a ser servida (Presidente, Governador e Prefeito) e, por último, suas respectivas esposas. Presentes outras autoridades, a precedência é hierárquica.
A presença da Primeira Dama deve ser sentida, mas de forma leve, delicada, com classe e muita etiqueta. Seu traje, sempre discreto - estilo passeio ou passeio completo, dependendo do evento e da hora e local - não deve ter nenhum item exagerado - decotes, fendas, transparências. Elegância, antes de tudo. Caso a visita estenda-se por toda à tarde, deve-se preparar para a mesma, uma programação de cunho social, como visitas a entidades filantrópicas, escolas, creches, asilos. Um chá da tarde, com as senhoras da sociedade do município ou do Estado deve encerrar o programa, ocasião em que a visitante poderá conhecer a vida e os problemas municipais e do Estado.
Sabemos que não é fácil ser a Primeira Dama; responsabilidade, presença, exposição de imagem, podem confundi-la. Entretanto, temos certeza de que a mulher deste início de século sabe melhor do que ninguém exercer esse papel:
- É consciente, antenada, presente;
- Sabe conciliar os papéis de esposa, mãe e profissional;
- Sabe a importância de participar sem se impor;
o marcar presença sem aparecer; aceitar e seguir as normas protocolares que o cargo de seu marido exigem;
sem ataques de estrelismo ou de timidez, merecendo justificadamente, o titulo de PRIMEIRA DAMA.
Agora só falta sair o resultado das urnas para conhecermos as Primeiras-Damas do Município, Estado e do País. E viva a nossa democracia.
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