Observei que em 2014 fui solicitado para prestar consultoria e ministrar cursos de “Boas maneiras à mesa” muito mais que nos anos anteriores. Essa demanda foi concentrada em instituições públicas como prefeituras, Instituições de Ensino Superior federais e estaduais além de organizações privadas. Vejo isso com bons olhos, pois denota a preocupação com a imagem institucional e pessoal em um mundo onde muitos negócios são fechados em torno de uma mesa de refeição.
Os detalhes no modo como você se comporta à mesa, manuseia os talheres, se dirige ao buffet ou aprecia um bom vinho, indicado pelo sommelier, está longe de ser uma futilidade; é na verdade uma fotografia nítida de sua personalidade. Trata-se da autoimagem de quem tem autoestima elevada, conhece as regras de etiqueta à mesa e age com naturalidade e destreza, sem cometer as tão temidas e prejudiciais gafes.
Através de suas atitudes você impõe à sociedade o prazer ou o desprazer de sua companhia, o profissionalismo ou amadorismo de seus gestos, enfim, a sua real forma de ser e estar á mesa.
As regras de etiqueta traduzem o bom senso de quem as conhece e aplica em quaisquer ocasiões, das mais simples às mais sofisticadas. Independe de classe social, raça ou credo, o conhecimento das boas maneiras à mesa é fundamental para fazer a diferença nos negócios.
Não é algo que se aprende de uma vez, mas no dia a dia, quando estamos em casa, num restaurante, na casa de amigos ou em um jantar de negócios. Em situações nas quais pequenas atitudes podem render boa convivencialidade, momentos agradáveis, aceitação, admiração e lucros no âmbito profissional, afinal a elegância é sempre bem-vinda e principalmente na forma de se fazer presente e de se distinguir diante dos outros convidados. Afinal, a apresentação pessoal - tão requerida nas entrevistas de emprego - vai além do que vestimos, dos acessórios que usamos, do currículo acadêmico ou da nossa situação atual.
Ninguém se sente confortável diante de alguém que fala de boca cheia, palita os dentes à mesa ou grita com o garçom, entre outros tantos exemplos de falta de educação. As regras de etiqueta à mesa são fáceis de entender, mas se você não praticá-las no cotidiano, será difícil aplicá-las com naturalidade.
O objetivo das boas maneiras é ajudá-lo, aumentar a autoestima e a capacidade de se relacionar em sociedade, de frequentar os mais diversos ambientes sem qualquer receio de ser objeto de chacota de pessoas extremamente deselegantes, que não sabem ou “preferem não saber” que a generosidade para com o outro é a principal regra de etiqueta.
Elegância à mesa nada mais é do que a arte de não se fazer notar aliada a sutileza de se deixar distinguir pelas boas maneiras, agindo sempre com muita discrição, refinamento e naturalidade. Elegância é um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
SEJA EDUCADO À MESA DE REFEIÇÕES: ISSO CONTA PONTOS A SEU FAVOR!
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